
(...) Ah! Tantos desconhecidos mortos
os que nasceram mais tarde
não hão-de-gritar humilhados
bayete-bayete-bayete
à kapulana vermelha e verde
se substituírem no tempo
kapulanas de várias cores. (...)
Corria o ano de 1954 quando Virgílio de Lemos escreveu este poema com o pseudónimo de Duarte Galvão. Foi acusado de desrespeito à bandeira portuguesa. O advogado Carlos Adrião Rodrigues conseguiu convencer as autoridades de que chamar a bandeira de capulana verde e vermelha era uma forma de consideração, porque só as mamanas, as senhoras de grande integridade, a vestiam.


