Em 2008 Carlos Serra propôs nove cenários “bizantinos” e convidou os leitores a fazerem as devidas alterações, da forma que achassem necessária:
{xtypo_quote} 1. A língua portuguesa será residual, penumbrada pela língua inglesa, tornada esta língua veicular por excelência nos meios urbanos. A língua portuguesa será especialmente uma língua douta, falada em círculos alfarrábicos, amparada por mestiçagens linguísticas docemente malandras em zona savaneira.
2. Os minérios serão geridos por Chineses, Russos, Brasileiros e eventualmente Indianos. O vale do Zambeze será sino-brasileiro em sua carvoação.
3. Se calhar já haverá petróleo, com Americanos e Canadianos na exploração.
4. As florestas, se ainda restarem, serão chinesas.
5. A terra será dos bio-combustíveis, gerida por ecléticas parcerias empresariais, abraçada pela pequena agricultura itinerante e desesperada, cumprimentada por celeiros especiais e bem protegidos de cereais para exportação (China e Índia).
6. O comércio, por grosso e a retalho, será sino-indiano, quinquilheiro.
7. A costa turística será europeia, com euro-americanos safarizados e chorando agarrados à memória de uma Europa moribunda e de uma América desimperializada.
8. Celulares serão fabricadas na terra, com exterior Nokia e alma chinesa; os carros serão sino-coreanos, com layout americano.
9. O mais imponente dos nossos ministérios, um super-ministério, será o dos Negócios Estrangeiros (veja-se a sua grandiosidade actual ali na baixa de Maputo, imagine-se o que será no futuro).{/xtypo_quote}
Atenção para a China e vale recordar diante deste tipo de noticia:
O envolvimento da China em Angola e Moçambique cria “oportunidades significativas” de desenvolvimento que podem ser mais bem aproveitadas com “agendas” próprias destes países nos sectores das infra-estruturas, recursos humanos ou parcerias empresariais, segundo o Centro de Estudos Chineses da Universidade de Stellenbosch, África do Sul. (CanalMoz 21-04-2010)

