Igreja, Fé e Negócio

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Ainda que timidamente, um de entre muitos temas que diversos cidadãos do meu país tem tido algum interesse em falar nos dias que correm, diz respeito a uma cada vez significativa entrada de seitas religiosas em Moçambique.

O carácter duvidoso de algumas dessas seitas religiosas, que pelos seus métodos de chegada, de penetração e consequentemente de actuação no campo da fé, tem sido o principal alimento para os debates a que me refiro!

Ainda que timidamente, tem sido tema de algum debate aceso nos cafés, nos chapa 100 (transportes públicos), nas casas de pasto e nas residências, o facto de quase que forçosamente, algumas seitas religiosas estarem a actuar como se estivessem num mercado concorrencial a busca de cada vez mais clientes.

TACTICAS PARA BUSCAR MAIS FIEIS

Com o mecanismo de fazerem-se zombarias que irrompem as barreiras sonoras dos locais de culto vêem-se Pastores inspirados que prometem exorcizar os males que se abatem sobre determinados crentes, levando a que muitos pensem imediatamente que se podem livrar de tais males, a ponto de essa libertação custar estrategicamente uma contribuição financeira e/ou material a igreja. Em muitas destas igrejas, cultiva-se o espírito individualista que se materializa na concentração de bens, alinhando pela teologia da prosperidade. Aqui a religiosidade actua com tal perfeição que muitos lares e amizades por vezes acabam desfeitos ou menos perfeitos dado que os parcos recursos antes divididos no seio familiar, servem para outra nova família, a da Igreja.

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O que será de Moçambique dentro de 28 anos?

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Em 2008 Carlos Serra propôs nove cenários “bizantinos” e convidou os leitores a fazerem as devidas alterações, da forma que achassem necessária:

{xtypo_quote} 1. A língua portuguesa será residual, penumbrada pela língua inglesa, tornada esta língua veicular por excelência nos meios urbanos. A língua portuguesa será especialmente uma língua douta, falada em círculos alfarrábicos, amparada por mestiçagens linguísticas docemente malandras em zona savaneira.
2. Os minérios serão geridos por Chineses, Russos, Brasileiros e eventualmente Indianos. O vale do Zambeze será sino-brasileiro em sua carvoação.
3. Se calhar já haverá petróleo, com Americanos e Canadianos na exploração.
4. As florestas, se ainda restarem, serão chinesas.
5. A terra será dos bio-combustíveis, gerida por ecléticas parcerias empresariais, abraçada pela pequena agricultura itinerante e desesperada, cumprimentada por celeiros especiais e bem protegidos de cereais para exportação (China e Índia).
6. O comércio, por grosso e a retalho, será sino-indiano, quinquilheiro.
7. A costa turística será europeia, com euro-americanos safarizados e chorando agarrados à memória de uma Europa moribunda e de uma América desimperializada.
8. Celulares serão fabricadas na terra, com exterior Nokia e alma chinesa; os carros serão sino-coreanos, com layout americano.
9. O mais imponente dos nossos ministérios, um super-ministério, será o dos Negócios Estrangeiros (veja-se a sua grandiosidade actual ali na baixa de Maputo, imagine-se o que será no futuro).{/xtypo_quote}

Atenção para a China e vale recordar diante deste tipo de noticia:

O envolvimento da China em Angola e Moçambique cria “oportunidades significativas” de desenvolvimento que podem ser mais bem aproveitadas com “agendas” próprias destes países nos sectores das infra-estruturas, recursos humanos ou parcerias empresariais, segundo o Centro de Estudos Chineses da Universidade de Stellenbosch, África do Sul. (CanalMoz 21-04-2010)

Uma campanha mundial contra as políticas da “Vale”

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De Moçambique, cinco organizações da sociedade civil e sindicais, assinam a carta internacional que repudia as políticas de “destruição” levadas a cabo pela Vale

Maputo (Canalmoz) – A companhia multinacional de mineração, Vale, que em Moçambique está virada para a exploração de carvão de Moatize, na província de Tete, está a ser atacada por dezenas de organizações sociais e movimentos sindicais de todos os continentes do mundo. As políticas de “destruição do ambiente, exploração de trabalhadores e das comunidades” usadas pela Vale nos países onde desenvolve seus projectos de mineração, estiveram na origem de um encontro que reuniu, no Brasil, mais de 160 pessoas representantes, 80 organizações de 12 países da África, América, Ásia e Europa, para dizerem “não” à Vale. De Moçambique estiveram no encontro 5 organizações.

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Vendetta - Director de Investigação e Auditoria das Alfândegas foi morto na sua residência

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Ontem, poucas horas antes do crime a vítima anunciara à Imprensa a apreensão de 3 viaturas de luxo aparentemente ilegais e, há dias, Orlando José esteve na origem da detenção, no Km.14 da EN1, em Maputo, de um libanês que transportava escondidos nas portas da viatura, cerca de 400 mil USD.

Maputo (Canalmoz) - O director de Investigação e Auditoria da Autoridade Tributária de Moçambique (ATM), Orlando José, foi morto na sua residência, no bairro de Zimpeto, cidade de Maputo, baleado por criminosos ainda a monte. O baleamento ocorreu no final da tarde de ontem, segundo explicou Eva Trindade, responsável pela comunicação e imagem da ATM, numa entrevista telefónica concedida à emissora pública de Moçambique.

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Mugabe orienta curso de pos-graduacao

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Curso gatuito: "Como destruir um pais"
Prof: Robert Mugabe, executivo maximo da Republica do Zimbabwe
Onde: Harare, Zimbabwe
Quando: basta visitar zimbabwe, qq regiao
Riscos: ser preso, torturado e jogado nas Victorial Falls ou coisa do tipo

Everybody Hurts Haiti lançado no Super Bowl XLIV

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Estamos de volta depois de semanas de horror. Não há muito a dizer por enquanto. Esta música do REM foi a melhor escolha para a campanha.

Cônsul haitiano no Brasil culpa "macumba" por tragédia

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No consulado do Haiti, parentes procuram informações sobre parentes desaparecidos no país caribenho, e recorrem à internet em busca de notícias. Sem saber que estava sendo gravado, o cônsul do Haiti no Brasil, Gerge Samuel Antoine, afirma que o terremoto que atingiu o país nessa semana pode ter sido causado por "macumba". Reportagem do SBT Brasil

Política de aparência para Cabinda dá mau resultado

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Pesquisa e análise
1 . As autoridades do Togo alegam (oficiosamente) que não dispunham de informações indicativas da existência de problemas de segurança no território de Cabinda, tendo sido essa a razão da opção pelo transporte da sua selecção de futebol, por estrada, entre Ponta Negra e a cidade de Cabinda.
Para reforçar o argumento de que não lhes foram prestadas informações de tal natureza, quer pelo COCAN quer pelas autoridades angolanas, aduzem que a viagem estava a ser efectuada sob escolta da PNA-Polícia Nacional de Angola – facto interpretado como permissivo da realização da viagem, por estrada.
A selecção do Togo, por razões apresentadas como técnicas, desembarcou em Ponta Negra, cidade fronteiriça da Rep Congo, com aeroporto internacional. Dali tomaria o destino de Cabinda, (viagem de 2h, por estrada), a fim de se instalar numa aldeia desportiva recém-construída. As outras selecções do mesmo grupo desembarcaram em Luanda, viajando de avião para Cabinda.
As recriminações das autoridades togolesas, não manifestadas publicamente em razão do interesse de não perturbar as suas relações com Angola, nos últimos anos a recomporem-se dos efeitos nefastos de um passado de apoio à UNITA, alargam-se a outros aspectos, entre os quais "pressões excessivas" para não abandonarem a competição.

2 . A atitude de ocultamento e/ou minimização da existência de problemas de segurança em Cabinda, em especial a N do território, é conforme com políticas do Governo destinadas a cultivar tal aparência, mas desconforme com a "situação em concreto" e com a razão de ser dos seus próprios procedimentos.
Factos demonstrativos da ambivalência:
- A escolha de Cabinda como uma das quatro cidades do CAN-2010 foi
determinada por critérios predominantemente políticos; vincar o princípio da soberania de Angola, promover uma imagem de estabilidade interna implicitamente associada ao Memorando de Entendimento.
- O estádio do Chiazi e a aldeia desportiva foram as únicas estruturas construídas para servir a competição; nenhum hotel foi construído no território propriamente dito (apenas no Soyo) – realidade interpretada como destinando-se a não atrair o turismo, deixando para os media oficiais a promoção de uma imagem benevolente do território.
- Nas semanas anteriores ao início da prova o dispositivo de segurança no
território foi reforçado e aprimorado (AM 435); o estádio e a aldeia desportiva
foram postos sob vigilância permanente; estabelecidas regras restritivas para
assistência aos jogos por parte do público; objectivos como a ponte de Lucola,
no acesso a Cabinda, normalmente desguarnecida, passou a estar protegida.
- Em fins de 2009 (AM 426) registaram-se acções armadas da FLEC, embora de baixa intensidade, no troço de estrada em que ocorreu a emboscada da coluna da selecção do Togo.
O Gen José Maria, presentemente a desempenhar funções de alta responsabilidade no aparelho de segurança (AM 409), efectuou nos últimos meses viagens regulares a Cabinda, algumas das quais demoradas (ficava alojado em Nto, pequena vila do S onde estaciona uma força da UGP-Unidade da Guarda Presidencial) .

Em geral, a sua missão tinha por objectivo avaliar em permanência a situação de segurança e planear acções, incluindo do tipo especial, destinadas a limitar riscos. Foi para tal criada uma task force, por ele próprio coordenada, integrando oficiais de alta patente das FAA de várias especialidades e serviços. Reporta directamente ao PR.
3 . A retórica oficial do Governo angolano de apontar o atentado contra a coluna da selecção do Togo como um "acto terrorista" obedeceu, de acordo com outlooks de intelligence, a propósitos como os seguintes:
- Não conferir importância política ou militar ao ocorrido; não prejudicar a
aparência da pacificação do território; um acto terrorista pode ter lugar em
qualquer parte, independentemente de critérios de estabilidade e outros.
- Identificar a FLEC e os autores da acção como terroristas, de modo a expô-los a reacções de condenação e desaprovação e, eventualmente, a julgamento em tribunal penal internacional.
Há conhecimento avulso de iniciativas informais de altos funcionários angolanos tendo em vista encorajar governos e organizações internacionais e condenarem publicamente
o sucedido realçando a sua natureza "terrorista". O primeiro a fazê-lo foi o Governo português pela voz do MNE, Luis Amado.
4 . A aplicação com que as autoridades promovem a ideia de que o território de Cabinda se encontra pacificado (clima de estabilidade e segurança), decorre do interesse de manter o Memorando de Entendimento politicamente válido ou de ganhar tempo (AM 428), para procurar uma alternativa ao mesmo ou o seu "aperfeiçoamento" .
O Memorando de Entendimento, formalmente concluído em 01.Fev.2006 (AM 127), é geralmente considerado um fracasso – não apenas no sentido de que não resolveu o problema da instabilidade no território, como eventualmente o agravou. As causas basilares de tal fracasso do são as seguintes:
- A lacuna em termos de legitimidade política e representação social dos
interlocutores e signatários de Cabinda, incluindo Bento Bembe; tratados pela
população como impostores materialmente agenciados pelo Governo.
- Rejeição da evidência por parte da sociedade local, em especial a juventude,
mais instruída e politizada; idem nas elites da diáspora; o Memorando de
Entendimento é visto como ofensivo e destinado a perpetuar uma política, agora subtil, de dominação de Cabinda.
São vulgares, em caracterizações da população de Cabinda, referências a sentimentos de afirmação própria em relação a Angola – também chamados separatistas. Na formação de tais sentimentos contam a noção de uma cultura superior e de uma dependência de Angola relativamente ao petróleo de Cabinda.
5 . O Governo lida com o problema da animosidade e desconfiança da população de Cabinda empregando métodos que têm agravado o clima: aliciamentos individuais, mas sem correspondência dos visados em termos de quebra de lealdades às suas origens; discriminações nas nomeação para cargos públicos e na oferta de oportunidades.
Há 10 anos o Governo denotava predisposição para outorgar a Cabinda um estatuto de autonomia. Posteriormente o cenário foi posto de parte por reflexo de uma visão das coisas de acordo com a qual qualquer abertura política tenderia sempre a avolumar o fenómeno do separatismo, tendo em conta sentimentos análogos presentes na população.
A linha de inflexibilidade que o Governo passou a seguir e deu lugar ao Memorando de Entendimento, é interpretada como reflexo de uma concepção materialista do problema.
De acordo com a mesma, o controlo dos recursos do território, em especial petróleo (63% da produção), só está garantido num quadro de apertado controlo político.
Ao conferir primazia a figuras sem prestígio local como co-signatários do Memorando de Entendimento, o Governo fez uma demonstração de que não pretende fazer concessões no que toca ao controlo do território – um objectivo que um clima de tensão pode ajudar a atingir, por justificar medidas extremas.
No regime do MPLA, na UNITA e noutros sectores da sociedade angolana, estão referenciadas personalidades de Cabinda que sendo leais às suas origens, também o são em relação aos mesmos. Em princípio seriam o melhor parceiro num acordo para Cabinda, mas o Governo denota preferir a parceiros mais submissos.
6 . O Governo tem conseguido desviar o problema de Cabinda das atenções
internacionais e aplacar os revezes provocados pelo Memorando de Entendimento, graças a um forcing – no essencial bem sucedido:
- Garantir a neutralidade dos EUA, de preferência apoio para as suas políticas
(este comprometido pelos relatórios de organizações internacionais sobre
violações dos direitos humanos no território).
- Idem em relação aos países vizinhos, Rep do Congo e RD Congo, ambos com afinidades e alegadas ambições territoriais e/ou de influência em relação a
Cabinda.
- Garantir a aquiescência do Vaticano para a linha seguida pelo novo Bispo de
Cabinda, D. Filomeno Vieira Lopes (AM 421), de isolar a componente considerada "independentista" da igreja local, em especial o clero.
A promoção de aparências de conveniência que as políticas do Governo para Cabinda apresentam como objectivo, em lugar de uma efectiva resolução da questão, é considerada resultado de avaliações internas segundo as quais a mesma não constitui preocupação internacional; não tem visibilidade.
7. O elemento a que Angola confere mais importância no seu forcing é o dos EUA. A política norte-americana para Angola (formulação influenciada pelas companhias petrolíferas, agora mais do que em qualquer outra altura), é em larga escala da competência da Embaixada em Luanda.
O actual embaixador, Dan Mozena, ao qual é geralmente reconhecida uma atitude sistematicamente contemporizadora com a política angolana, afastou-se da linha seguida pela sua antecessora, Cynthia Efird, esta identificada por uma visão crítica (AM 131) sobre a política do Governo para Cabinda.
A posição mais alinhada com o Governo de Angola no transe que envolveu a selecção do Togo proveio da embaixada norte-americana. Classificou o sucedido como "acto terrorista"; admoestou que tal violência "tem de ser parada"; adicionalmente referiu-se em termos excessivamente apologéticos ao papel de Angola na organização da prova.
Ao contrário, a posição geralmente considerada mais equilibrada foi a do Brasil. Num comunicado do Ministério das Relações Exteriores, associou o episódio à "promoção de objectivos políticos" e identificou os seus autores (a FLEC) como "separatistas do enclave de Cabinda, em Angola".

O Exterminio dos Ucranianos - 1937

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O Extermínio dos Ucranianos pelos comunistas no inverno de 1932-1933. Sete milhões foram mortos pela fome. A humanidade nunca tinha visto um programa de extermínio tão eficiente como o realizado pelos comunistas. Mais informaçõe ssobre este filme em: http://www.sovietstory.com

A História Soviética

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Quando falamos que a beleza abandonou o mundo, é sinal que, em primeiro, ela deserdou de nossos corações.